A República do Togo
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CEDEAO - TOGO: Porto Autônomo de Lomé e sua zona franca.



Porto Autônomo de Lomé



A economia da Republica do Togo assenta em três pilares: a agricultura de subsistência e de exportação (café, cacau e essencialmente algodão), que beneficia de um clima relativamente favorável, nomeadamente no sul do país, os fosfatos e o comércio regional.


A posição geográfica do Togo faz deste país uma via de comunicação natural entre o oceano e a região da CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), com um Porto em Águas Profundas. O porto autônomo da Cidade de Lomé, permite-lhe desempenhar um papel estratégico no que concerne a logística na sub-região, países como Mali, Burquina Faso e Níger não tem entrada pelo oceano.


Junta-se a esta função uma vocação comercial. Os operadores econômicos togoleses destacam-se pelo seu sentido elevado do comércio e no país não faltam quadros qualificados.


Dois produtos - o algodão e os fosfatos - representam cerca de dois terços das exportações, o que torna os resultados econômicos expostos às flutuações dos mercados internacionais.


Com a implementação de uma política rigorosa de ajuste estrutural, o país restabelece progressivamente os grandes equilíbrios macroeconômicos e prossegue com a liberalização da economia. O lugar outrora ocupado pelo Estado no setor produtivo ficou reduzido, os monopólios foram dissolvidos, os preçoos e o comércio foram liberalizados.


Todos esforços para diversificar as bases da economia a fim de depender cada vez menos de dois produtos rentáveis, de desenvolver a indústria e atrair investidores estrangeiros, em particular através da criação de uma Zona Franca de Transformação para a exportação e dinamizar o porto de Lomé. Privilegiado pelo fato de ser um país costeiro, o Togo desenvolveu um sistema de transporte bastante diversificado (rodoviário, marítimo, ferroviário e aéreo).


A prioridade atual do governo é reforçaar o papel de Placa Giratória do país e melhorar a competitividade da economia desenvolvendo um sistema de transportes eficaz. As ações de reestruturação do setor centram-se nos transportes marítimo e rodoviário.


O Porto Autônomo de Lomé (Pal) detém trunfos náuticos de primeira qualidade e a sua posição geográfica coloca-o no centro do curso Dakar/Senegal-Luanda/Angola. Dispõe de 2 molhes, de 6 atracadouros de 9 a 11,50 m de calados, de 50 000 m2 de interpostos cobertos (dos quais 2 hangares para o Burquina e de 2 para o Mali e a Níger) e de 202 000 m2 de retro área, dos quais um parque de contêineres de 90 000 m2, espaço para Petrolífero para a carga líquida a granel e um posto de pesca.


O Porto vem investindo na modernização dos seus equipamentos e adotou uma política comercial dinâmica para melhorar o seu desempenho e aumentar a sua carteira de clientes, lançando a "Operação Solidariedade no Mar". O objetivo é tornar o Porto Autônomo de Lomé um porto de transbordo para a região.

 



Zona franca do Togo


Junto ao Porto Autônomo de Lomé, existe uma zona franca que constitui um grande fator de desenvolvimento econômico.


A Zona Franca Togolesa tem por objetivo estimular no Togo o desenvolvimento das atividades de transformação e de serviços para a exportação.


As empresas que operam este sistema garantem que tem as melhores condições de competitividade.


Dessa forma, proporciona um quadro favorável às atividades com vocação para exportar produtos: agrícolas, industriais e de serviços, que utilizam a mão-de-obra local e internacional.


Desde a sua criação, a Zona Franca beneficiou do apoio dos organismos de cooperação tais como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), a Overseas Private Investment Corporation (OPIC-USA) e a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).


Atualmente, a Zona Franca do Togo totaliza mais de 61 empresas em atividade e 34 empresas em fase de implementação. Empresas de diversos setores fazem parte essencialmente da indústria plástica, farmacêutica, agro-alimentar, metálica, da indústria da madeira, do vestuário, de cabelos sintéticos, da cosmética, da joalharia, etc.


Os promotores das empresas radicadas pertencem a 13 nacionalidades diferentes, sendo a maioria de Togoleses (29%).


A Zona Franca togolesa tornou-se, tal como o seu criador ansiava, "num instrumento de integração econômica da sub-região oeste africana e simultaneamente numa ponte entre as diversas partes do mundo".

Presentemente, a SAZOF está em plena expansão e a nova sede inaugurada em Janeiro de 2006.